De facto…
Será que sou só eu?
Ou haverá por aí mais alguém cuja mente está inquieta?... Insatisfeita, intranquila, desassossegada,
Um sentimento difícil de descrever. Procurar uma resposta quando ainda não se sabe bem qual é a pergunta.
Eu chamo a tudo isto falta de paz de espírito. Neste momento sinto-me dentro de um casulo. sei que existe um mundo lá fora extraordinário, à espera de ser conhecido, mas não sei como sair. Não sei como rasgar esta barreira opaca, pela qual por breves momentos consigo ver, mas de seguida adensa-se novamente e estou outra vez a esgaravatar, à procura de mais um vislumbre.
Segundo um livro que li há uns anos (A Profecia Celestina), estivemos – humanidade nestes dois últimos séculos, ocupados com o nosso bem-estar exterior e esquecemo-nos do nosso bem-estar interior. Evoluímos sem sombra de dúvida e velozmente ao nível das condições de vida. Mas de alguma forma não somos mais felizes, pelo menos parece-me a mim.
Há uma história fantástica que levanta a ponta do véu da resposta a este paradigma. “Num belo dia de sol ao final da tarde estava uma velhinha à frente da porta de casa, à procura dos seus óculos que tinha perdido. Entre tanto as pessoas ali perto aperceberam-se do que se passava e uma a uma abeiraram-se oferecendo ajuda. Entre tanto alguém pergunta à senhora – mas lembra-se mais ou menos onde perdeu os óculos? Perdi-os dentro de casa, mas como dentro de casa já está escuro e não consigo ver nada vim cá para fora procurá-los. Todos ficaram incrédulos. – Mas é o que todos vocês fazem! Todos perderam dentro de vós a capacidade de ser felizes, no entanto passam a vida à procura dessa felicidade no exterior.”
Acredito que a genuína paz de espírito só é encontrada dentro de nós próprios. A questão é que não sei como fazer essa procura. Não há livro de instruções, não há mapa, não há guia, como faço?